
Antonio Augusto Fagundes é respeitado como autoridade em Folclore gaúcho, História do RS, Antropologia, Religiões afro-gaúchas, Indumentária do RS, Cozinha Gauchesca e Danças folclóricas. Além disso, sempre deu a devida importância a dupla ligação da cultura gaúcha: como outro Brasil e com os países do Prata. Tornou-se, assim, com o tempo e apoiado em uma biblioteca preciosa, um estudioso sério, respeitado e aclamado no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina, conferencista bilíngüe e autor de inúmeras obras de consulta obrigatória.
Agora, a face menos conhecida deste intelectual brilhante, é também sua face mais antiga, a de poeta.
Da fina flor da poesia gauchesca, da época de ouro, de poesia crioula só três poetas continuam em atividade, mantendo acesa a chama: Luiz Menezes, José Hilário Retamozo e Antonio Augusto Fagundes.
Alguns dos versos deste livro são de agora, inéditos, quentinho do forno. O velho poeta de hoje, de sempre, continua o mesmo guri que ficava horas com o caniço nas mãos, esquecido dos peixes, apenas bebendo a imensa poesia das mansas águas do Rio Ibirapuitã.