Cezimbra Jacques

   

ORELHA:


João Cezimbra Jacques: o pioneiro do tradicionalismo gaúcho. Nascido em Santa Maria, a 13 de Novembro de 1849, filho de Rita Cândida Cezimbra, de Santa Maria, e do Alferes Inácio de Souza Jacques, de Alegrete, componente do 7.° Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional, ficou órfão muito cedo, pois seus pais faleceram, tendo sido, ele e seus irmãos, criados por seus avós paternos.
Militar por profissão, iniciou a sua carreira em 1867, com 18 anos, alistando-se no 2.° Regimento de Cavalaria, que passou a integrar o 3.° Corpo do Exército Brasileiro que operou no Paraguai. Terminada a Guerra, retorna à Pátria como 2.° Cadete do 4.° Regimento de Cavalaria. Pela sua participação na Guerra foi condecorado com medalhas conferidas pelos governos do Brasil, Argentina e Uruguai, tendo dado baixa do serviço ativo em 15 de Julho de 1870.
Auxiliado por um grupo de dedicados patriotas, civis, militares e alunos do Colégio Militar, fundou o Grémio Gaúcho, em Porto Alegre, no dia 22 de Abril de 1898, por esse motivo foi agraciado com o honroso título de Patrono do Tradicionalismo Gaúcho, efetivado na cidade de Cachoeira do Sul.
Morreu de arteriosclerose generalizada, aos 73 anos, em 27 de Julho de 1922, no Rio de Janeiro, legando à posteridade um exemplo de abnegada dedicação à cultura e tradição do Rio Grande do Sul.
A obra que apresentamos "João Cezimbra Jacques: Passado e Presente" é a síntese das palestras apresentadas no seminário de novembro de 1999, a qual entregamos ao público leitor para que avalie a atuação desse intelectual gaúcho na República Velha (1889-1930) e na contemporaneidade, transformando o debate aqui proposto em permanente e necessário.

MARTINS LIVREIRO - EDITOR



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