Gaspar Silveira Martins
   


ORELHA:

Tupinambá Miguel Castro do Nascimento foi advogado em Porto Alegre durante dez anos. Promotor de Justiça do Rio Grande do Sul por vinte anos e Magistrado por quinze anos. Como Magistrado, presidiu o Tribunal Eleitoral do RGS no ano de 1996. Foi professor universitário e escreveu vários livros de Direito. Em 1999, novembro, ao se aposentar aos setenta anos, com quarenta e três anos de serviço público, deu por encenada sua primeira etapa de vida. Hoje, inaugura a de autodidata em assuntos históricos rio-grandenses, Forma de continuar sendo útil e gozar o ócio com dignidade.

Quando, no atual Século, começou a Fazer anotações acerca da fascinante vida de Gaspar Silveira Martins, a dificuldade em conseguir livros a respeito do grande líder monarquista e maragato se apresentou ao estudioso. Dois eram os motivos: os especificos livros a seu respeito tinham sido editados em 1929, em 1935 e em 1944, quando o autor nem tinha nascido, tinha seis anos de idade e, o último, ainda jovem de quinze anos. Todos eles, no atual Século, já estavam esgotados. As pesquisas para encontní-Ios foram inexitosas, afora o de 1935 que foi encontrado no comércio de livros usados. A conclusão a que chegou o autor é que, nos últimos trinta anos ou mais, o grande líder tinha sido esquecido. O presente opúsculo tenta resgatar sua vida, nos principais momentos em que viveu na monarquia que se findou em 1889 e a República que, por conseqüência, foi instalada.

Vida como a de Gaspar Silveira Martins não deve ser esquecida jamais, pela liderança honesta e profícua imprimida em seu tempo. O Rio Grande do Sul não pode se esquecer de suas personalidades, mesmo que falte ao autor maior conhecimento técnico para escrever a respeito.