Juca Tigre e o Caudilhismo Maragato
   


ORELHA:


JUCA TIGRE E O CAUDILHISMO MARAGATO não é uma biografia de um vulto da Pátria. É uma pesquisa que persegue os caminhos da História Social realizada através das reflexões teóricas do historiador gaúcho e, hoje "quase" nordestino, Elio Chaves Flores. A pouco gloriosa carreira de professor universitário levou-o do Rio Grande do Sul para o estado do Tocantins e, de lá, para o estado da Paraíba.

Um século se passou da cruenta conjuntura da consolidação do regime republicano no Brasil. No entanto, a verdade do ideal federativo e da democracia social ainda é, entre nós brasileiros, uma utopia. A revolução dos maragatos contra o florianismo e o castilhismo foi uma luta pelo poder republicano. Ora, o poder não se realiza no vácuo. Ele faz o tempo acontecer e, quando muito, o tempo docuestica o seu ímpeto, colocando-o nas dobradiças da inércia histórica. Mas um século não passa impune a ninguém, nem aos maragatos, nem aos pica-paus, nem aos dissidentes.

A memória reconforta e acusa, enaltece e esquece, enfim, busca desesperadamente as razões e as emoções da "racionalidade" revolucionária. PODER, TEMPO E MEMÓRIA (des) constroem o caudilhismo maragato e a história de vida de José Serafim de Castilho - O Juca Tigre. Assim é a visão da história que Elio Chaves FLores quer ajudar a fazer, uma história regional que também seja poética. científica e filosófica. E se é humana, é por tudo quanto sugere, universal.