
ORELHA:
João Carlos Alves Mór, casado, pai de quinze filhos e avô de vinte e cinco netos, hoje com oitenta anos de idade, é inativo da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul, reside em Cachoeira do Sul. Pratica exercícios físicos e usa informática, como ele diz, para dar "mão-de-obra" a seus neurônios. Aproveitando ainda sua boa memória e as facilidades que o computador lhe proporciona, foi registrando os seus mais de setenta anos vividos na cidade de Cachoeira do Sul.
Instado por amigos decidiu transformar seus registros em livro.
"A Minha Cachoeira" pretende ser uma lembrança ao passado para ser lida por cachoeirenses e muito principalmente pelos que estão pelo mundo, com o pensamento sempre presente à sua querida cidade.
O autor comenta e ilustra com uma série de fotografias da cidade antiga os últimos oitenta anos. Cita, com prodigiosa memória, seus moradores, seus hábitos sociais, sentimentais e históricos.
Traça as mudanças das paisagens urbanas. Os meios de transporte de pessoas e cargas. O uso das navegações com o aproveitamento do majestoso rio Jacuí. A imponência da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, com sua estação de passageiros e cargas no local hoje ocupado pela praça Dr. Honorato de Souza Santos, que transformava Cachoeira num pólo ferroviário. A beleza de suas praças.
Os importantes educandários, com capítulo especial destacando a Escola Normal João Neves da Fontoura considerada modelo no Estado. O Ginásio Roque Gonçalves responsável pelo aprimoramento cultural de muitos homens projetados no cenário nacional. As escolas de civismo que foram os Tiros de Guerra.
Convivência pessoal com vultos históricos como Dr. Antônio Augusto Borges de Medeiros e Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha.
E assim entregamos ao público leitor essas memórias inéditas sobre a importante cidade de Cachoeira do Sul.