
ORELHA:
Antonio Augusto Fagundes pesquisou anos para escrever esta cronologia. Aproveitando-se da sua condição de pós-graduado em História do Rio Grande do Sul pela UFRGS, o autor revisou uma por uma as obras conhecidas, onde reinava grande confusão de datas e nomes. Cada autor dizia um pouco, mas nenhum dizia tudo. Agora, não: aqui está todo o Decênio Heróico, ano-por-ano, mês-por-mês e às vezes até dia-por-dia.
Aqui se diz a verdade sobre Porongos, desmistificando a armadilha do Moringue e dando até o nome do falsário. Aqui aparecem os farroupilhas e os imperiais, com suas peculiaridades humanas (às vezes sobre-humanas), sua grandeza ou eventualmente sua pequenez. Afinal eles eram heróis, não deuses. Semi-deuses, talvez...?
Com grande oportunidade Antonio Augusto Fagundes mostra como era o Rio Grande no começo do século XIX e elenca uma-por-uma as verdadeiras causas da Revolução Farroupilha, desmoralizando a tese do charque como causa única.
A conclusão do presente livro tem o tônus épico de um discurso e há de ser lida em muitas ocasiões cívicas. Sua afirmação final, é surpreendente, com fortes argumentos.