
ORELHA:
Quando publicamos, em 1980, a 54a edição da SELETA EM PROSA E VERSO, de Alfredo Clemente Pinto, fizemo-lo com a convicção de que a iniciativa seria bem recebida por todos quantos, na juventude, a tinha tido, nas escolas, como livro de texto. Mas como um livro didático que transcendia esta simples condição, de tal forma marcara todos aqueles que o leram e o releram, então, e, em muitos casos, pelo resto da vida.
Livreiro, era comum ouvirmos clientes recitarem passagen inteiras do livro que haviam lido em certos casos na distante mocidade. Sinal evidente de que não se tratava, como não se trata, de um livro comum: de fato, Clemente Pinto revelou uma rara felicidade na escolha dos textos e autores que reuniu na sua já histórica antologia. Fê-lo como um seguro instinto de educador, não preocupado apenas em pôr os seus leitores em contato com os tesouros da língua, mas em oferecer-lhes lições de vida, destas que contribuem decisivamente para plasmar os jovens espíritos na fase de formação.
Que estávamos certos, confirmou-se logo. A edição se esgotou em menos de 30 dias, como se esgotou também, a que se lhe seguiu. Contudo, nem todos conseguiram, na ocasião, o seu exemplar e a SELETA continua sendo procurada por muitos leitores que a desejam oferecer a amigos, a filhos, tal o interesse que o seu ressurgimento despertou. Inúmeras escolas a estão recomendando, igualmente, como livro de leitura, na esperança de que as novas gerações, motivadas, se habituem a freqüentar os bons autores da língua.