O Trabalho Alemão no RS
   


ORELHA:

Por que o Trabalho Alemão no Rio Grande do Sul?
Por que Aurélio Porto?
Por que uma reedição?
Por que fac-similada?
1996 - Cachoeira do Sul, município com quase duzentos anos, comemora o fechamento de um ciclo de três centenários.
De povoamento e colonização açorianos, curiosamente Cachoeira registra centenários que remetem à imigração alemã que, no município, iniciou em 1857. Considere-se que, nesse ano, o território abrangia uma vasta área, denominada Colônia de Santo Ângelo, especificamente designada para o assentamento dos imigrantes de língua alemã, hoje desmembrado, formando os atuais municípios de Agudo, Cerro Branco, Paraíso do Sul e parte de Dona Francisca. No território atual de Cachoeira do Sul a migração interna tornou-se expressiva a partir de 1880.
As pesquisas sobre a história de Cachoeira apontam para três entidades apenas que já completaram seu primeiro centenário: o Colégio Barão do Rio Branco (1893) - Deutsch Evangelische Schule; a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (1893) - Deutsch Evangelische Gemeinde zu Cachoeira; Sociedade Rio Branco (1896) - Schützen-Verein Eintracht.
Estas Instituições são motivos suficientes para estudar e entender este fenômeno. Aurélio Porto, historiador nascido em Cachoeira do Sul, o fez, em 1934, ao redigir o clássico da historiografia pertinente - O TRABALHO ALEMÃO NO RIO GRANDE DO SUL. Hoje, passados 62 anos, já esgotada a obra, um clássico muito procurado, o Museu Municipal inclui sua reedição na programação do centenário da Sociedade Rio Branco. E para guardar-lhe o caráter de autenticidade, optou por uma reedição fac-similada, tendo em vista que a linguagem do autor, em 1934, é perfeitamente inteligível.
Entregamos, assim, ao Rio Grande do Sul o que os estudiosos e pesquisadores procuravam, e a Cachoeira do Sul, em particular, nova oportunidade de conhecer as obras de seus filhos. Cremos interessar a todos sul-rio-grandenses que, conhecendo a sua história, possam definir, progressivamente, a sua identidade. Afinal, somos hoje, o que foram nossos antepassados ontem.
LYA WILHELM, diretora do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul